Voltando a programação normal

É eu voltei, de novo.

Sim, é aquele mesmo post que sempre acontece de tempos e tempos, sempre para contar que dei aquela sumida, que não conseguir cumprir minhas metas de escrita e que agora estou de volta, cheia de ideias e planos de deixar esse blog vivo e sem que ele morra.

Eu sei que uma hora ou outra irei sumir de forma bem inesperada. Acontece, a todo momento. A rotina, o cansaço, minha família, o vestibular que acabou ontem e a ansiedade vão me engolir e vou voltar a me culpar por tudo o que esta acontecendo na minha volta.

Mas agora, nessa altura do campeonato, espero que consiga dar conta de tudo e tentar manter uma frequência maior aqui.

 

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BEDA 10 – Leituras de 2017

Foram só 4 livros lidos e inúmeros incompletos outros que não tiveram tempo de serem lidos por conta do tcc.

Febre de Bola

autor: Nick Hornby

editora: Companhia das Letras

353 páginas
ano da publicação: 1992

download O ser humano é feito de paixões e obsessões, no qual conseguimos levar uma vida onde esses dois comportamentos se mantém em equilíbrio e uma espécie de paz momentânea. Entretanto, em algumas situações, nossas obsessões acabam se sobrepondo a tudo o que somos, tornando-se o nosso verdadeiro eu e revelando a forma de como as pessoas noAnaveem.

Paixão e obsessão e até onde essas duas confundem-se é o ponto central do livro Febre de Bola do escritor inglês Nick Hornby.

Publicado originalmente em 1992, o livro é divido em três partes, e traz um misto de biografia do autor e de seu time do coração, o Arsenal. Esse livro é um deleite para aqueles que amam tanto o futebol quanto a literatura. Ao final da leitura,fiquei simpatizando com o Arsenal e compreendendo sua fama de ser o clube mais díficil, mesmo sendo uma torcedora fanática do Manchester United.

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Anarquistas, Graças a Deus!

autora: Zélia Gattai

editora: Companhia das Letras

320 páginas
ano da publicação: 1992

Mesmo sendo a loucura que foi, meu TCC me proporcionou coisas incríveis relacionadas à literatura, que foram leituras e descobertas sobre diversos autores que viveram na Baixar-Livro-Anarquistas-gracas-a-Deus-Zélia-Gattai-em-PDF-ePub-e-Mobi-ou-ler-online-370x556cidade de São Paulo . Uma desses lei tornou um dos meus favoritos: Anarquistas, Graças a Deus! da escritora  Zélia Gattai, que também foi esposa do autor Jorge Amado.

Filha de operários anarquistas vindo do norte da Itália, Zélia nasceu e viveu até o início do adolescência em uma casa na Alameda Santos – uma rua atrás da Avenida Paulista. Nesta obra a autora traça um panorama da cidade de São Paulo nas primeiras décadas do século XX, através da história e o cotidiano de sua família.

As melhores coisas que descobri lendo esse livro foi que a rua inteira apostava sobre a pomposidade dos cortejos fúnebres que passavam na Alameda Santos e iam em direção ao Cemitério do Araçá. E que Zélia previu seu amor por Jorge Amado.

 

 

 

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O morro dos ventos uivantes

autora: Emily Brontë

editora: José Olympio

376  páginas
ano da publicação: 1847

Tinha um certo problema com livros clássicos: ao mesmo tempo que desejava lê-los, ficava um tanto quanto receosa por conta da linguagem, estilos e outras coisas que via download-morrocomo empecilhos e poderiam atrapalhar a leitura. Até que um dia eu trombei com a Wutering  Heights da Kate Bush, e me vi viciada e obrigada a realizar a leitura de Morro dos Ventos Uivantes da escritora inglesa Emily Brontë.

Nesse dramalhão todo conhecemos Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de simbiose, paixão e também perversidade. Com o desenvolvimento da trama achamos que nada destruirá a essência desse laço – porém quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

Foi um livro que provocou intensas e extremas extremas emoções em mim. Do amor ao ódio – que me fez ficar com vontade de socar a cara de todos os personagens desse livro, principalmente o Heatchcliff -, mas no final consegui todo o conceito e fiquei com vontade de ler o trabalho das outras irmãs Brontës, Anne e Charlotte.

 

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ABRE A MALDITA PORTA HEATCHCLIFF PORQUE TA MUITO FRIO AQUI FORA

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Um ano para recordar

autoras: Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Viera e Thalita Rebouças

editora: Gutemberg 

400 páginas

ano da publicação: 2015

Depois de um ano inteiro lendo sobre cemitérios, mortes, túmulos e outras coisas tenebrosas, rdownload (1)esolvi que precisava ler alguma leve e cheia de vida. Minha grande amiga Joy, do blog Livros, amor e mais me emprestou o livro Um ano para recordar das famosas autoras de livros infanto-juvenils Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Viera e Thalita Rebouças.

 

A obra traz quatro contos que se passam durante as quatro estações do ano. Paula escreveu sobre o inverno, Babi sobre o outono, Bruna ficou com a primavera e Thalita com o verão. As histórias tratam basicamente sobre o amor na adolescência, mostrando as dores e as alegrias desse sentimento tão complexo em uma época tão dura.

Dos 4, adorei as histórias produzidas pela Bruna Viera e da Babi Dewet, enquanto o pior foi com certeza o da Thalita Rebouças.

BEDA 09- Então, acabei atrasando

Aconteceu a coisa que eu mais temia que poderia rolar nesse projeto: atrasei com os posts e não postei nada. Foram cinco dias sem postar nada, até porque estive muito atarefada procurando vestidos para a minha formatura e a da minha tia.

Ao mesmo tempo que tive um desses bloqueios criativos. onde acho que tudo que estou produzindo é uma porcaria e isso me entristece muito. Até pensei em abandonar esse projeto, mas resolvi lutar, continuar e ir postando as coisas com calma.

É isto.
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BEDA 02 -TAG: e se eu te perguntasse?

Enquanto montava a pauta para esse BEDA, acabei encontrando essa TAG, achei bem interessante e resolvi fazer. Então vamos lá!

1-Você tem alguma mania? Quais?

Talvez a mania mais doida que eu tenha envolva canetas azuis. Sempre organizo e monto uma ordem para usar e só posso pegar outra nova em caso de perda ou quando acabar totalmente com a tinta. Quando alguém pega uma caneta e não me avisa, fico num estado de nervo estranho.

2-Você cumprimenta estranhos na rua?

Particularmente não gosto. Mas se a pessoa me der bom dia/boa tarde/boa noite, com certeza vou responder.

3-Quem faz os serviços domésticos na sua casa? 

Eu, minha mãe e minha avó.

4-Você acha que às vezes acaba comprando produtos necessidade?

Sim e agora estou policiando mais em relação a isso. Tenho evitado ao máximo não comprar e nem gastar meu dinheiro com coisas, que nesse momento, não irei usar.

5-Você fuma?

Felizmente não. Deus me dibre uma coisa dessas.

6-Quantas pessoas moram na mesma casa que você?

6 pessoas. Eu, minha mãe, meu irmão mais novo, meu tio e meus avós maternos.

7-Você tem medo de envelhecer?

Um pouco. As vezes me pego pensando em como serei quando for mais velha e acabo me assustando, porque o futuro é uma coisa tenebrosa, no qual não temos a menor ideia do que nos reserva e quanto mais envelhecemos, mais nos aproximamos da nossa morte.

O existencialismo mandou um beijo.

8-Você usa maquiagem vencida?

Quase não uso maquiagem e acho que devo ter um pó-compacto que com certeza deve estar vencido.

9-Qual é a sua prioridade de vida?

Nesse momento é conseguir um emprego e passar em Letras na USP.

10-Você joga lixo na rua?

Não e acho que quem faz esse tipo de coisa é muito idiota. Que mal tem segurar o papel, encontrar um lixo ou guardar para jogar fora em casa?

11-Você esta lendo algum livro?Qual?

Atualmente estou lendo Orgulho e Preconceito da Jane Austen e estou amando.

12-Com que frequência você faz as unhas?

Quase nunca. Mas sempre mantenho as unhas cortadas, assim evito o péssimo hábito de comê-las ou quebrá-las.

13-Você usa algum hidratante para o rosto?

Tenho um de erva-doce da Avon,que ganhei da minha avó paterna e às vezes eu uso. Ou faço mascara preta de sachê, que minha mãe ganha.

14-Quais os itens de maquiagem você usa no seu dia-a-dia?

Batom é meu item essencial, não gosto de sair de casar sem estar usando. De resto às vezes uso uma base ou um pouco de blush, mas raramente isso acontece porque não tenho o hábito de me maquiar.

15-Qual câmera você usa para gravar seus videos?

Tenho uma câmera Cannon compactada que dá pra fazer alguns videos legais. Ou se não eu gravo com o meu celular que é um iPhone 7.

16-Qual é seu cheiro agora?

De banho tomado e desodorante de cereja.

17-Você acha que os produtos caros são os melhores?

Nem sempre, pois a gente sabe que tem inúmeros produtos baratinhos que

18-Ao sair de um supermercado, você percebe que a caixa lhe deu R$50,00 a mais no troco. Você volta e devolve o dinheiro?

Sim, sempre. Até porque se você não fizer isso, vão tirar do bolso das moças que trabalham do caixa e isso é uma sacanagem com elas.

19-No ônibus ou na fila do banco, você dá lugar para os idosos?

Sim, porque se você não faz isso, eles arrumam confusão com você e a situação fica chata.

20-Você é uma pessoa sociável?

Na grande maioria do tempo não. Mesmo tendo escolhido uma das profissões mais comunicativas, o jornalismo, se eu pudesse evitar falar com as pessoas e ficar sem conversar com ninguém, seria totalmente incrível.

21-Seu celular esta sempre com créditos?

Sim, na medida que o dinheiro permite.

22-Caso fosse fazer uma cirurgia plástica, o que você mudaria?

Se fosse fazer esse tipo de procedimento, mudaria meu nariz ou corregeria meu maxilar.

23-Sua melhor amiga está sendo traída pelo marido ou pelo namorado. Você contaria se soubesse?

Com certeza, não ia deixar minha melhor amiga sofrendo por macho escroto.

24-Você comete algum dos pecados capitais? Quais?

Gula, preguiça,a avareza e raramente a inveja.

25-Você é feliz?

Depende do dia. Quando a ansiedade não resolve atacar, eu sou muito feliz.

26-Você é uma pessoa vingativa?

Eu até tento mas não consigo.

27-Já se sentiu evitado por uma ou mais pessoas?

Sempre, sei que deve ter meia dúzia de pessoas que me odeia.

28-Você acredita que as pessoas mudam?

Acho isso relativo, as vezes pode acontecer, as vezes não.

29-Você gosta de ser visita com que frequência?

Não, odeio visita, principalmente parente chato que vem passar o dia mas na verdade só vem incomodar. E eu também não gosto de ir na casa das pessoas. Só vou se elas insistirem e muito.

30-Tem gente que diz que o Youtube é coisa de gente de que não tem o que fazer. O que você acha disso?

Tem uma galera que a gente sabe que só faz merda e que devia ser evitada, que sempre insistem dar atenção às idiotices que fazem. Mas tem uma galera que produz conteúdo legal e relevante que deveria ser mais conhecida e mais divulgada no grande meio da interwebs.

BEDA 01 – Memórias de um tcc – Parte 1

Resolvi fazer o BEDA (blog every day in april/august) para tentar voltar de vez voltar a escrever e blogar. Vamos ver se esse projeto vai dar certo.

O Tema

Todo ano estipulava como meta de ano novo escrever um livro. E todo ano sempre falhava e ficava frustrada, até 2017 chegar.Meu último ano de graduação trouxe o tão temido TCC  – aguardado por uns e indesejados por outros, sendo a segunda opção a que mais me definiu -,e todas as alegrias (?) e consequências que esse tipo de projeto carrega.

Tudo começou no final do quinto semestre em 2016, onde a professora que seria nossa futura orientadora da monografia desse projeto, sugeriu para a turma que pensamos e pesquisamos sobre possíveis temas para esse projeto. Depois de muito pensar junto com a minha amiga Bruna, decidimos que iríamos fazer um livro-reportagem sobre a escritora Lygia Fagundes Telles.

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O sexto semestre veio e com ele trouxe o início das leituras para o TCC e uma greve dos professores – que estavam insatisfeitos e sem receber há vários meses. Perdi inúmeras aulas que seriam essenciais para o projeto e as poucas que tive fizeram constatar que minha autora favorita não combinava com jornalismo e sim com o curso de letras – a próxima graduação que quero cursar, inclusive até comecei a estudar para a Fuvest e quero morrer porque não sei nada de matemática.

Foi com muita dor no coração abandonei o tema, mas era necessário, pois já não conseguia enxergar-me nesse projeto. Junto a isso, minha faculdade definitivamente fechou o curso e demitiu todos os nossos professores. No desespero, eu e minhas colegas começamos a pesquisar um novo local para conseguir concluir a graduação.

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só tema top, Rogerinho

 

Numa manhã de sábado de final de janeiro, meu pai e meu irmão foram de carro comigo até a FMU na Liberdade, no centro de São Paulo, conversar sobre minha possível transferência para essa instituição, o que acabou não dando muito certo. Para tentar me animar, ele resolveu voltar dirigindo pela região da Avenida. Paulista, já que ele sabia que eu gostava muito de passear por essa região. Quando chegamos próximos à Rua da Consolação, uma nostalgia bateu no meu peito e fiquei com vontade de voltar a perambular naquela rua e ir no cemitério que tem ali.

Você não leu errado. Passear em um cemitério, que programa de gótico não é mesmo? Sim, mas nem tanto. Desde os anos 1970,  os cemitérios tem sido encaradas como grandes objetos de pesquisas históricas e patrimoniais,  e tornando-se um ponto turístico de várias cidade – como o caso de Paris -, que agora tornou-se com São Paulo.

Cruzamos a Avenida Doutor Arnaldo, que tem o outro antigo e imponente cemitério, o Araçá. Rodeado com suas inúmeras floriculturas, senhorinhas entrando e saindo da necrópole e bem em frente a Faculdade Medicina da USP e do Hospital das Clínicas, tornando a paisagem mais ‘agradável’ possível. Me peguei pensando em como a morte era muito presente naquela região, de como havia histórias muito interessante sobre o passado daquele lugar.

Quando passamos do lado do Cemitério São Paulo – que eu nem sabia que existia um cemitério em Pinheiros -, tive o insight definitivo: eu faria meu TCC sobre aqueles cemitérios. “Até porquê se Ingmar Bergman dirigiu a Trilogia do Silêncio, por que eu não posso realizar a trilogia dos cemitérios antigos de São Paulo?”, pensei comigo mesma enquanto chegava na casa do meu pai em Osasco.

Naquela mesma tarde iniciei as minhas pesquisas, me sentindo confiante, feliz e pensando que tudo iria dar certo, apesar de ter a noção dos vários perrengues que teria de passar e que não foram poucos. Na semana seguinte consegui efetuar minha transferência para as Faculdades Integradas Rio Branco e iria poder obter a conclusão do curso em 2017 mesmo.

Tudo parecia estar dando certo, o mundo pela primeira vez ficou ao meu favor. Pena que durou tão pouco.

 

 

 

 

 

Os três irmãos

Durante todo esse semestre, escrevi diversas crônicas para a disciplina de Reportagem II – cujo o principal foco era o jornalismo opinativo -, e essa foi uma delas.

Alguma das ruas e avenidas do centro expandido de São Paulo os ligam, deixando eles próximos e os tornando quase como “irmãos”, por conta da grande proximidade que possuem. Todos os dias, milhares de pessoas passam ao lado deles, dentro de ônibus, de carros e nas calças em seu entorno, mas há aqueles que os evitem. Em seus muros altos,alguns adornados com ladrilhos pichados, outros inteiramente branco ou cinza, mas sempre com arame no topo, a fim de quem vive lá dentro deles não seja perturbado.

O mais velho, o Cemitério da Consolação, é localizado na rua de mesmo nome, se tornou famoso por aqueles que ali residem. Alguns dos mais famosos modernistas como os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade, e a pintora Tarsila do Amaral, escolheram ali como sua última morada. E dizem que em algumas manhãs, é possível ver Mário trajando terno completo, caminhando pelos túmulos, dando bom dia todos que cruza seu caminho.

O segundo, o Araçá, sempre viveu à sombra do seu irmão de seu mais velho. Situado na Avenida Doutor Arnaldo, a um quilometro do mais velho, o Araçá acolhia os ricos que sua mãe São Paulo os mandava. Entretanto, sempre preferiu os estudantes de medicina da faculdade do outro da avenida, a fim de entender como a morte podia ajudar os vivos. Ao mesmo tempo que nutri uma paixão secreta pelo futebol, por ser próximo do Estádio do Pacaembu e os torcedores viviam passando por dentro dele, cantando seus hinos e músicas, fazendo com que o Araçá nunca decidisse seu clube do coração.

O mais novo acabou recebendo o nome de sua cidade mãe, mas sempre foi chamado de todos de Necrópole. Dividido entre a boêmia da Vila Madalena e a formalidade de Pinheiros, sempre atraiu mais italianos que seus outros irmãos, dando-lhes moradas e grandes obras de arte.

E como toda boa mãe, São Paulo se orgulha de cada um deles e os ama de forma incondicional.